Thursday, December 05, 2013

Maynard James Keenan celebrará meio seculo em familia

Ainda faltam 6 meses para o evento, mas Maynard James Keenan não deixou a organização da sua festa de aniversario para a ultima hora, marcando um concerto para esse dia (10 de Maio) no Greek Theater, Los Angeles.
No alinhamento estarão 2 das bandas onde da voz e alma, os A Perfect Circle e Puscifer, assim como, os Failure, banda de Los Angeles da qual e fã confesso.
Depois de vários lançamentos durante 2013 (através de compilações de remixes, best of ou performances ao vivo), os A Perfect Circle e Puscifer, vêem desde já assegurada a atenção de Maynard James Keenan para 2014, enquanto que os fãs de Tool continuam a aguardar a edição do próximo álbum de originais que continua a ser adiado. Haverá algo a temer sobre a continuidade do projecto?


Flyleaf ao vivo

Os Flyleaf apresentaram o EP We We Are, compilação com 5 musicas.
A primeira, Something Better, com Sonny Sandoval dos P.O.D. e as restantes quatro gravadas ao vivo, provenientes do ultimo álbum da banda New Horizons.

Alinhamento de Who We Are:

1. Something Better
2. Call You Out
3. Fire Fire
4. Broken Wings
5. Sorrow

Tour 2014 dos Metallica nao passara por Portugal

E eis que saíram as datas dos concertos dos Metallica na tour que farão pela Europa no próximo ano e Portugal (ou mesmo Espanha) não estão na lista.
Este tour apresentara algumas novidades, uma vez que os possuidores dos bilhetes poderão escolher 17 musicas que serão tocadas em cada concerto, dai o nome da tour Metallica by Request. Uma outra musica será uma novidade provavelmente do próximo álbum.
Dos eventos que terão a sorte de ter presente os Metallica, referencia para os míticos Rock Am Ring e Rock Im Park.
Eis a lista de 15 concertos do Metallica by Request:

28/05/14 — Helsinki, Finland — Beach Sonisphere
30/05/14 — Stockholm, Sweden — Gardet Royal Park
01/06/14 — Oslo, Norway — Valle Hoven Sonisphere
03/06/14 — Horsens, Denmark — Gaol
04/06/14 — Hamburg, Germany — Imtech Arena, Sonisphere
05-08/06/14 — Nürburgring, Germany — Rock Am Ring
06-09/06/14 — Nuremberg, Germany — Rock Im Park
09/06/14 — Landgraaf, Netherlands — Landgraaf Pink Pop
01/07/14 — Rome, Italy — Rock In Rome Sonisphere
03/07/14 — Werchter, Belgium — Rock Werchter
04/07/14 — Basel, Switzerland — St. Jakobspark Sonisphere
06/07/14 — Knebworth, England — Knebworth Park Sonisphere
08/07/14 — Prague, Czech Republic — Aerodrome Festival
09/07/14 — Vienna, Austria — Krieau Rocks
11/07/14 — Warsaw, Poland — National Stadium Sonisphere

Wednesday, December 04, 2013

A Perfect Circle ao vivo

Após o lançamento da compilação Three Sixty que também incluía alguns temas ao vivo, eis o lançamento de um álbum completamente ao vivo dos A Perfect Circle, gravado ao longo de um concerto no famoso Red Rocks Amphitheater, em Trifecta de seu nome Stone & Echo: Live At Redlands. Para alem disso, inclui ainda o original By And Down que saiu também em Three Sixty.
O álbum tem gerado tanta curiosidade que a caixa com os CD's e o DVD de um concerto, esgotou ainda antes de chegar as lojas, estando a musica apenas disponível para compra online ou streaming.
Embora todas as musicas mereçam uma menção, atenção especial para Annihilation (a perfeita canção de embalar, com Maynard James Keenan ali ao lado), Gimmie Gimmie Gimmie (versão bem mais calma do que aquele que nos aparece em eMotive. Um suspiro em vez do tom militarista), Fiddle and the Drum (a mais intima das interpretações).
Alinhamento de Stone & Echo: Live At Redlands:

1. Annihilation (Live)
2. Imagine (Live)
3. Weak and Powerless (Live)
4. The Hollow (Live)
5. Rose (Live)
6. Blue (Live)
7. What's Going on (Live)
8. People Are People (Live)
9. The Outsider (Live)
10. Peace, Love, and Understanding (Live)
11. When the Levee Breaks (Live)
12. The Noose (Live)
13. 3 Libras Remix (Live)
14. The Package (Live)
15. Gimmie Gimmie Gimmie (Live)
16. Orestes (Live)
17. Passive (Live)
18. Counting Bodies Like Sheep to the Rhythm of the War Drums (Live)
19. Fiddle and the Drum (Live)
20. By and Down

Thursday, November 28, 2013

Vagos Open Air 2014 - Kreator e Epica confirmados


E aí está a organização do festival Vagos Open Air 2014 a bombar!
A realizar-se nos dias 8 e 9 de Agosto de 2014 na Quinta do Ega, Vagos (local que em 2013 acolheu pela primeira vez o festival), a organização do festival confirmou os 2 primeiros nomes a actuar: Kreator e Epica.
Os Kreator, banda de Essen, Alemanha são um dos expoentes máximos do thrash metal europeu, com uma carreira de 30 anos, sendo o seu último lançamento o álbum Phantom Antichrist de 2012.
O Epica são uma banda de metal sinfónico holandesa com 10 anos de existência (celebrados em 2013 com um concerto especial em Eindhoven e a edição de um DVD com o concerto de nome Retrospect), sendo o último lançamento de originais, o álbum Requiem for the Indifferent de 2012. Espera-se para 2014 um novo álbum de originais, que poderão ter a sua apresentação no Vagos Open Air.
Os bilhetes para o festival custam 32,00 euros (diário) e 52,00 euros (passe dois dias). O pack especial passe dois dias + t-shirt oficial do festival estará à venda a partir do dia 2 de Dezembro.

Tuesday, November 26, 2013

Puscifer remixado - Take 1

Para os mais distraídos, Puscifer é mais um dos projectos do prolífero Maynard James Keenan (Tool e A Perfect Circle), sendo aquele onde dá mais largas ao experimental e ambiente.

Donkey Punch The Night é um álbum de remisturas de duas das músicas dos Puscifer (Breathe ou Dear Brother), mas também do clássico dos Queen "Bohemian Rhapsody" e da música dos Accept "Balls To The Wall".

Entretanto durante o ano de 2013 saiu um album de remixes dos Puscifer "All Re-Mixed Up".

Alinhamento:

1. Bohemian Rhapsody O.G. Mix
2. Breathe
3. Dear Brother
4. Balls To The Wall Pillow Fight Mix
5. Breathe Drumcell rework
6. Dear Brother Denton rework
7. Balls to the Wall Silent Servant El Guapo mix

Thursday, November 21, 2013

Comida Japonesa: Prato Principal... Metal

Ha cerca de 2 semanas estava a ver mais um episódio de Parts Unknown de Anthony Bourdain na CNN, desta vez sobre Tóquio, Japão. Parts Unknown e um programa com uma vertente culinária, mas bem disfarçada e Anthony Bourdain propôs-se descobrir o underground de Tóquio, o que faz vibrar esta cidade a noite. Das salas de jogos, ao bondage, aos pequenos bares, ou espectáculos futuristas. Pelo meio, apresentou uma pequena entrevista com uma banda de metal japonesa, os MergingMoon. Malta jovem que falou de como era impossível viver do metal no Japão, de como os japoneses são contidos a apreciar a sua musica, de como se sentem bem na sua pele, como não gostam de My Chemical Romance (obviamente que Anthony Bourdain aproveitou para apresentar a banda que mais detesta no mundo (pela enesima vez desde que me lembro de ver os seus programas): os Nickelback).

Procurei na net e la encontrei 2 dos álbuns dos MergingMoon:  Inauguration Of The Black Sun e Kamikakushi. E ambos valem bem a sua audição! Death metal melódico em inglês, embora com algumas musicas em japonês. Do ultimo album (Kamikakushi) retém-se sobretudo a musica "Greyen" (que passou um trecho no episódio de Parts Unkown) onde a vocalista se apresenta angelical e diabólica.

Alinhamento de Kamikakushi:

1. Nothing's All Over
2. Maleficium
3. Agonizing Choice
4. Greyen
5. When a Phantom Becomes a Fact
6. Spiritual State of Nothingness
7. Warring States Period
8. Crimson Persimmon
9. In Merging Lives
10. Secret Eros
11. Owaru Ate Naki

Wednesday, November 20, 2013

A Perfect Circle em 360 graus

A ultima edição de temas originais de Billy Howerdel e Maynard James Keenan remonta a 2004 quando lançaram eMOTIVe. De então para cá, ambos estiveram ligados a outros projectos (Billy Howerdel aos Ashes Divide e Maynard James Keenan aos Tool e Puscifer e... a produzir vinho).
Em 2010 e 2011, estiveram em tour pensando-se que poderia sair um novo álbum de originais em breve. Não foi o caso, e não é o caso agora.
Three Sixty é um guia para novatos dos A Perfect Circle. Reúne alguns dos seus êxitos, mostrando aquilo de que produziram nos 3 álbuns de originais lançados ate agora (Mer de Noms (2000), Thirteenth Step (2003) e eMOTIVe (2004)).
Nada de novo portanto para os mais veteranos? Podemos encontrar um tema novo (By and Down), que não separa o som do que os APC nos tem habituado.
Podemos ainda encontrar na edição deluxe, vários temas ao vivo dos quais se destaca a interpretação de Fiddle And The Drum de Joni Mitchell. Gravity, 3 Libras, People Are People são os restantes temas ao vivo presentes no CD 2).
Ainda este mês, será lançada a compilação de temas ao vivo A Perfect Circle Live: Featuring Stone and Echo.

Alinhamento:

CD 1
1. The Hollow
2. Rose
3. Judith
4. Orestes
5. 3 Libras
6. The Package
7. Weak And Powerless
8. The Noose
9. The Outsider
10. Blue

CD 2
1. Imagine
2. Passive
3. People Are People
4. Counting Bodies Like Sheep To The Rhythm Of The War Drums
5. When The Levee Breaks
6. By And Down
7. 3 Libras
8. Gravity
9. Fiddle And The Drum

Sunday, March 13, 2011

Guano Apes

Recentemente a banda germânica anunciou um novo álbum a sair no 1 Abril .
O album terá como nome "Bel Air", enquanto que single chama-se "Oh What A Night"
Este será o primeiro álbum depois do regresso da banda.

Guano Apes - Oh What A Night

Wednesday, March 09, 2011

Mike Starr




O antigo baixista do grupo norte-americano Alice in Chains, Mike Starr, de 44 anos, foi encontrado morto ontem (terça-feira) em casa, perto de Salt Lake City, revelaram fontes policiais.
Mike Starr pertenceu à formação original dos Alice in Chains, uma das bandas de referência do metal-rock e grunge formada, em 1987, em Seattle.
A saída do grupo aconteceu em 1993 quando deixou a banda no meio da digressão de Dirt.



Tuesday, February 22, 2011

Big 4 Again

Estava eu a navegar no meu facebook quando recebi uma notificação dos metallica a dizer que já tinha definido data para outro concerto com os " Big 4"!

O espectáculo será realizado no Open Air Arena no dia 6 de julho de 2011.
Os bilhetes serão postos a venda dia 25 de fevereiro em www.ticketone.it

Quem sabe em breve não temos um "Big 4 " em Portugal !


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Wednesday, May 24, 2006

E o inferno gelou o paraíso

Pois é, finalmente uma banda de hard-rock ou heavy-metal apareceu no Festival da Eurovisão e resultado? Venceu!!! Os Lordi, provenientes da Finlândia, apareceram mascarados de trolls e esqueletos e conquistaram a Europa da canção. Mas porquê?

Esta era a pergunta que Iládio Clímaco fazia quando observava incrédulo as votações e tratava os membros da banda como “monstrinhos” que faziam uma música ruidosa e tentava explicar que teria sido um sentimento de pena e surpresa que levava a este desfecho.

Nada de tão mais falso. Num festival que é dominado por politiquices, em que o vizinho dá a pontuação máxima ao vizinho e vice-versa, assistiu-se a uma votação massiva na banda proveniente da Finlândia. Claro que os que mais ajudaram foram os vizinhos da Noruega, da Finlândia, da Dinamarca, da Rússia, mas temos que achar também compreensível por se tratarem de países onde o heavy metal tem uma maior implantação. Seja como for, o resto da Europa, com excepção de alguns países do sul votaram na música revelando que os europeus estão fartos da canção pop e pretendem que as representações nacionais sejam verdadeiramente originais.

Dá que pensar aos portugueses que nos últimos anos têm apostado exactamente na canção pop… em português. Quando é que vão perceber que o português só dá dimensão ao que é verdadeiramente nosso, o fado e derivados. Aliás os grandes resultados de Portugal na Eurovisão sempre advieram daí, certo?


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Monday, May 08, 2006

Neil Young de volta ao protesto

O novo álbum de Neil Young de seu nome “Living With War” é um manifesto contra o presidente dos EUA, George W. Bush.

Neil Young sempre foi conhecido pela sua faceta de luta contra o estado letárgico que os americanos costumam adoptar quando os seus presidentes se põem a fazer de Deus do mundo. Quando fazia parte dos Crosby, Stills, Nash and Young lutou avidamente contra a guerra do Vietname e na sua carreira a solo sempre fez referência ao estado de coisas deste mundo, nomeadamente com clássicos como “Rockin’ In A Free World”.

Desta vez, Neil Young tomou como ponto de ataque a política de George W. Bush e faz uma tentativa de alertar as mentes mais adormecidas para o problema que têm em mãos. Musicas como “Living With War”, “Flags of Freedom”, “The Restless Consumer” seguirão esta tentativa de despertar as consciências, seguidas de “Let’s Impeach the President” e “Lookin’ For a Leader” como mensagens directas ao presidente dos EUA. Tudo para terminar com uma mensagem de esperança e de amor a uma pátria que nem sequer é a dele (Neil Young nasceu no Canadá) com “America The Beautiful”.

Em termos musicais, o álbum não traz muito de novo ao que conhecemos de Neil Young. As roupagens são um pouco as mesmas e poderiam ser encontradas em álbuns dos anos 60 ou 80, mas isso não importa nada desde que a mensagem passe.

Friday, May 05, 2006

Há luz depois da razão?

Os Hoobastank estão de volta com um novo álbum de seu nome “Very Man for Himself”, o sucessor de “The Reason”. E suceder a um álbum tão bem acolhido pelas massas não é obviamente uma tarefa fácil. A quantidade de singles extraídos de “The Reason” que dominaram o airplay das rádios não é nada fácil.

O álbum inicia-se com sons da recruta. Um álbum de guerra seria de esperar, ou pelo menos de guerrilha. Contra o país, contra o “establishment”, contra o seu passado, sei lá! E a verdade é que existem músicas assim como “Born to Lead”, “Without a Fight”. Mas há mais. Há muitos potenciais singles. “Moving Forward”, “If I Were You” que já roda nas rádios portugueses que sempre me pareceu um single do álbum “The Reason” pela entrada de Feira popular, e de tão melodiosa que soa. “The First Of Me” ou “Good Enough” vem um pouco no registo dos Hoobastank anteriores a “The Reason”, mais virado para o metal  melodioso. “Without A Fight” parece um sucedâneo de “Same Direction”. “Look Where We Are” é de inicio uma incursão ao country mas bem disfarçada. “If Only” é mais uma “balada” que entrará de certeza facilmente nos ouvidos do pessoal e fará parte de muitas bandas sonoras de romance .

Enfim, um álbum bem conseguido, que obviamente estará umbelicamente ligado ao anterior, mas bem conseguido e que não deixará de ter grande airplay!

Wednesday, May 03, 2006

A idade passa, a pedalada continua lá

Os Pearl Jam estão de volta com mais um álbum de originais, de seu nome… “Pearl Jam”. Não deixa de ser estranho que ao 8º álbum finalmente tenham adoptado o nome da banda para dar nome a um álbum seu. Será um best of? Um recomeçar da banda? Nada disso! Ou melhor, o álbum não nos traz os grandes hinos da banda ou cria no nosso imaginário esperanças que as músicas contidas neste álbum o venham a ser, com uma ou outra excepção. E também não nos estaremos a voltar ao tempo de “Ten”.

Então que temos neste álbum? Pedalada, muita pedalada e uma visita aos anos 60! A idade parece não ter pesado nas pernas, braços, vozes dos membros da banda. A música está consistente, com visitas ao velho rock do amigo da banda Neil Young ou o som surf dos anos 60, muita intervenção social neste mundo cada vez mais dominado pelas grandes corporações e por um governo despótico nos EUA.

O primeiro single da banda de seu nome “Worlwide Suicide” transparece a força que tem o álbum para oferecer. “Marker in the sand” é uma música que certamente atingirá o estatuto de single e que nos traz um pouco de No Code. Temos ainda uma balada de seu nome “Parachutes” que nunca ficará mal por ser tão extremamente simples e bela. Depois vamos a abrir com “Big Wave”, e finalmente temos os Pearl Jam de “Ten” na música “Gone”, provavelmente o próximo single do álbum. O inicio de “Army Reserve” mais parece saído de um álbum dos U2 (a sério que foi a primeira coisa que me fez lembrar, e estava mesmo a ver a voz do Bono ali) mas depois entra mais no registo dos Pearl Jam mais pela intervenção de Eddie Vedder do que propriamente pela música em si. E depois temos o pedido “soul” de “Come Back”, a mais bela música do álbum aquela que certamente fará toda a gente cantar nos concertos e eventualmente acender o isqueiro.

Em suma, o álbum pareceu-me muito bom mas, como sempre, o que importará será quando subirem ao palco nos dias 4 e 5 de Setembro no Pavilhão Atlântico. A essência da música dos Pearl Jam está nos seus concertos e é aí que provam ser uma das maiores bandas do mundo. O álbum serviu certamente para abrir ainda mais o apetite para o concerto.

Monday, May 01, 2006

Quando a imagem não nos sai da cabeça

Não posso dizer que seja um grande apreciador da música dos Lifehouse. Para mim não são mais que uns American Hi-Fi ou similares, filhos menores do Poppy Punk, que juntam melodia e punk(??? Será isso mesmo???).

No entanto, não é essa vertente da sua música que me leva a escrever algo sobre estes. Antes é uma bela música de seu nome “You And Me”. Como tem sido costume nos últimos tempos o que estas bandas têm aproveitado é colocar um pouco de “romance” nas suas músicas e logo nos começamos a identificar com elas.

Nesta música a determinado ponto no refrão cantam “I can’t keep my eyes off of you”. Para mim, como penso para grande parte da população este é o sentimento básico do amor. Mesmo que não falemos, mesmo que estejamos longe nada é mais confortante do que olhar para a pessoa amada ou, na pior das hipóteses, para uma reprodução da sua imagem. O mesmo acontece comigo e essa imagem transpõe-se para o telemóvel, para a cabeça. Todos os dias, ao acordar, ao deitar.

Enfim, foram felizes estes rapazes ao escrever esta música que me traz tanto de conforto como de dor.



"You And Me"

What day is it? And in what month?
This clock never seemed so alive
I can't keep up and I can't back down
I've been losing so much time

Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all of the people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you

All of the things that I want to say just aren't coming out right
I'm tripping on words
You've got my head spinning
I don't know where to go from here

Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to prove
And it's you and me and all of the people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you

There's something about you now
I can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right

Cause it's you and me and all of the people with nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all of the people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you
and me and all of the people with nothing to do
Nothing to prove
And it's you and me and all of the people
And I don't know why, I can't keep my eyes off of you

What day is it?
And in what month?
This clock never seemed so alive

Friday, April 07, 2006

Sobre as queixas-crime contra o downloaders

Esta semana ficamos a saber que a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) e a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI) vão avançar com as primeiras queixas-crime em Portugal contra utilizadores do peer-to-peer não autorizado.
Não se sabe muito bem os contornos do processo ou melhor, não se sabe muito bem em que critérios é que se vão basear para processar 28 pessoas e não a 29ª, mas parece que é irreversível e não deverá parar por aqui.
Tudo isto leva-me a pensar no que estará por detrás disto tudo. A AFP diz que as vendas de música em Portugal terão decrescido 40% nos últimos anos e que assim não é possível apostar em novos valores da música portuguesa. Resumindo, os downloads de música "ilegais" estarão a destruir a indústria fonográfica portuguesa e em última instância a capacidade criativa dos músicos portugueses.
Obviamente que não posso concordar com tal visão! Se os números revelam tal decréscimo na compra de música porque não procuram as editoras a explicação nos preços elevadíssimos dos CD's, ou na falta de qualidade das bandas/cantores em quem estas apostam? Porque é bem mais fácil perseguir o miúdo que está em casa a sacar uma música dos Da Weasel do que despedir os D'Zrt, certo?
E toda a argumentação da AFP e a IFPI está cheia de buracos! Como é que conseguem provar uma relação de causa-efeito entre a partilha de ficheiros do José António (nome ficticio, podia ser qualquer um!) e as fracas vendas que teve o último álbum dos Xutos? Como podem provar que existe uma pessoa que seja que como conseguir um álbum na net, o deixou de comprar em CD numa loja? Para mim a relação não é assim tão simples! Eu faço alguns downloads de música na net, normalmente de bandas estrangeiras que vêm o sol cá em Portugal passados uns bons anos após a edição original (lembro-me por exemplo da Dave Matthews Band que tem alguma implantação cá em Portugal e cujos álbuns, são ainda hoje considerados como de importação!!!). No entanto, também compro CD's de bandas nacionais sobretudo e outras que vou encontrando. Onde está a causa-efeito entre eu ter feito o download do álbum dos Placebo "Meds" e o facto de eu não o ter comprado? Não existe porque eu não o iria comprar!
E é neste ponto que ficamos a ver que afinal os downloads "ilegais" são o maior veículo de promoção que um músico pode ter! São estes que constroem o gosto das pessoas por conhecer mais e melhor! Longe vão os tempos em que se promovia um álbum por um videoclip na MTV ou a passagem de um single na rádio! Hoje as pessoas querem mais e mais informação! Ainda por cima a escolha de singles é tudo menos boa! Normalmente, só para aí ao terceiro single é que acertam na melhor música do álbum! Como querem vender se a amostra que dão às pessoas não é a melhor?
E depois há o que distingue os grandes músicos daqueles que são fabricados: as actuações ao vivo! As actuações ao vivo não podem ser pirateadas e o controlo de acesso é eficaz! Porque é que a indústria fonográfica mundial continua a apostar em produtos de estúdio que não dão concertos e quando os dão são verdadeiros fiascos? (Alguém se lembra da passagem da Britney Spears pelo Rock in Rio Lisboa 2004?) Ora, se uma banda produz boa música terá sempre pessoas dispostas a pagarem bom dinheiro para as verem actuar e a sensação de estar num concerto é única, irrepetível, irreproduzível!!! Então, meus caros senhores, façam-se à estrada e mostrem quão bons vocês são e deixem-se de desculpas!!!
Espero sinceramente que estas queixas-crime não deem em nada e as pessoas visadas possam permanecer sossegadas no seu lar, em frente ao computador, em família e sobretudo que tenham oportunidade de desfrutar de concertos de qualidade!

Wednesday, April 05, 2006

Há quanto tempo!!!


Quanto tempo se passou desde aquele fatídico dia 05 de Abril de 1994! 12 anos após a chama de Kurt Cobain continua a viver em todos quantos aqueles que tiveram a felicidade de se cruzar com a música dos Nirvana!
Já não me lembro ao certo como foi aquele dia para mim, o que fiz, onde estive mas lembro-me perfeitamente de ter sentido um aperto no coração. Era um jovem que andava no secundário para quem a música era algo de muito importante, que sentia cada som, que encontrava nas letras uma explicação para os seus sentimentos.
Naquele dia parte de mim desabou porque os Nirvana eram (e continuam a ser) a minha banda favorita. A morte do Kurt Cobain acabava com os Nirvana, acabava com o grunge, acabava com o niilismo. Foi duro, mas devo confessar que foi como sair da idade das trevas! O fim do negativismo trouxe mais alegria à música, mas também ao dia-a-dia das pessoas. Trouxe uma vontade de conhecer outros sons para além daqueles aos quais estava viciado. O grunge estava morto mas a música não e os Nirvana continuam a viver em mim, ainda e sempre!!!

Tuesday, April 04, 2006

Mando Diao à conquista do mundo

O nome até parece africano ou algo parecido, mas a banda é bem lá do norte, mais precisamente da Suécia. Um quarteto com duas vozes em Bjorn Dixgard e Gustaf Noren e que nos transportam para os anos 60. Este é o seu segundo álbum.
Inclui-los no mesmo saco que uns Strokes, Jet ou The Hives seria limitar à partida o seu raio de acção que nos leva também a visitar um ambiente pub à la Oasis ou uns duetos dignos dos Beatles de John Lennon e Paul McCartney.
Cançoes com "Clean Town" ou "Down in the Past" farão as delícias das rádios simplesmente porque são perfeitos singles. "Added Family" é uma algre melodia, enquanto "All My Senses" traz-nos um órgão a fazer lembrar os The Doors de "Light My Fire". E podemos ainda encontrar uma música acústica de seu nome "Ringing Bells".
Altamente recomendado para todos aqueles que adoram o retro-rock e todos os outros, numa altura em que bandas como os Libertines ou os Oasis vêem a sua chama a desaparecer. Do norte da Europa vem uma nova chama.

Hurricane Bar

Lançamento: 08 MAR 06
Editora: Mute

Alinhamento:

1. Cut The Rope
2. God Knows
3. Clean Town
4. Down In The Past
5. You Can't Steal My Love
6. Added Family
7. Annie's Angle
8. If I Leave You
9. Ringing Bells
10. This Dream Is Over
11. White Wall
12. All My Senses
13. Kingdom & Glory
14. Next To Be Lowered